Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Guajará Mirim/RO

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Data, mês e ano de Fundação da Paróquia:

  • 27/03/1986

 

Criação da Paróquia Nossa Senhora Aparecida Em 27 de março de 1986, por decreto diocesano a Comunidade Nossa Senhora Aparecida, torna-se Paróquia Nossa Senhora Aparecida e o seu primeiro vigário foi o Padre Luis Garcia Viscaino. Permaneceu ainda dois anos na paróquia quando foi transferido em 1988, e o Padre José Roca Alsina assume a paróquia. No ato de Criação da Paróquia e a instalação do 1º Vigário, o bispo D. Geraldo Verdier, faz um discurso voltado para a comunidade pertencente à nova Paróquia, nos seguintes termos a seguir: “Queridos irmãos e irmãs, toda Quinta-Feira Santa é uma grande festa, na Igreja e em cada Paróquia em particular. Celebra-se neste dia o aniversário da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio tão importante para a vida da Igreja. Importantes não, necessários, indispensáveis sim! Pois não há Igreja sem a eucaristia. E toda comunidade eclesial que não pode ter a santa missa e a comunhão é incompleta. Pode até se enfraquecer e desaparecer, pois uma comunidade sem o corpo e o sangue de Jesus, é como uma família com a mesa vazia, sem arroz, sem feijão, sem alimento algum… Portanto hoje é dia de Ação de Graças na Igreja Universal, pela presença eucarística de Jesus entre nós até o fim dos séculos… Mas esta Quinta-Feira Santa de 1986, ficará marcada com uma pedra branca na história de nossa cidade e de nossa diocese, pois é o dia em que fundamos uma nova Paróquia e instalamos seu 1º vigário. Para que serve uma Paróquia? A mais bonita explicação, eu a encontrei no documento de Puebla, que foi aquela reunião dos Bispos da América Latina, realizado no México em 1979: ‘A Paróquia… acompanha as pessoas e famílias no decorrer de toda a sua existência, na educação e crescimento na fé. É no centro de coordenação e animação de comunidades, grupos e movimentos. Aqui se amplia mais o horizonte de comunhão e participação. Eis as comunidades: Cristo Redentor, São Sebastião, Santa Luzia, Nossa Senhora de Fátima, Santo Antônio, São Cristóvão etc. A Paróquia não pode abandonar nenhuma destas comunidades; ela não pode dar preferência a uma contra a outra. É claro que as necessidades de cada uma são diferentes com as das outras. E a sede da Paróquia deve ser o ponto principal da vida espiritual, litúrgica e animação missionária. Grupos (jovens e juvenis); movimentos de oração (Apostolado, Legião De Maria, grupos de Oração, Natal em família, Campanha da Fraternidade etc.). ‘Na Paróquia se assume, de fato, uma série de serviços que não estão ao alcance das comunidades menores sobretudo em nível missionário e na promoção da dignidade humana, atingindo-se, assim, os migrantes mais ou menos estáveis, os marginalizados, os separados, os não crentes, em geral, os mais necessitados’. Serviços (secretariado, promoção da dignidade humana, lavadeiras…, mais necessitados, ranchos, remédios, passagens etc.) E o que nos diz Puebla do Vigário ou Pároco? ‘Dentre os sacerdotes, queremos ressaltar a figura do Pároco, como Pastora à semelhança de Cristo, promotor de comunhão com Deus e entre os irmãos, a cujo serviço se dedica, junto com seus coirmãos Presbíteros, em torno do bispo; atento a discernir os sinais dos tempos (apelos de D. Geraldo e dos irmãos) com o seu povo; animador de comunidades’. (653) Meus votos para esta Paróquia e este pároco ficam, portanto, contidos nestes dois trechos de Puebla que acabo de lhes ler. Peço a Deus, por Nossa Senhora Aparecida que a nova Paróquia que criamos neste instante seja: um verdadeiro lugar de comunhão e participação para todas as pessoas e famílias que nela residem; ‘lugar de encontro, de fraterna comunicação de pessoas e de bens, superando as limitações próprias à pequenas comunidades… Que seja acima de tudo e coroando o tudo, o ‘lugar principal da eucaristia celebrada, adorada no SS. permanente, pois a celebração da Eucaristia e demais sacramentos torna presente de maneira mais clara a totalidade da Igreja’. (Puebla, 644) Peço a Deus e a Nossa Senhora Aparecida que o novo Vigário, seja realmente o ‘Bom Pastor, à semelhança de Cristo’, atento a discernir os sinais dos tempos, as necessidades espirituais e materiais de seu povo e nos diz Puebla, com o seu povo ‘… Aqui peço a todos os irmãos de ajudar este novo Vigário que tem quase todas as qualidades requeridas, mas que deve, de vez em quando deixar o acelerador, para apertar o freio…e parar um pouco mais, para orar, escutar os grupos e as pessoas desejosas de um conforto espiritual ou de um conselho fraterno. O Pe. Luiz é um sacerdote humilde e levará em consideração à ajuda fraterna que vocês, os líderes de nossas CEB’s lhes proporcionarem. Enfim, quero parabenizar a todas as comunidades, juntamente com os líderes, o Irmão José Maria, e as Irmãs Catequistas Franciscanas que permitiram, pela sua maravilhosa dedicação e generosidade, a criação desta nova Paróquia Nossa Senhora Aparecida e a instalação de seu primeiro pároco, o Pe. Luiz Garcia Vizcaino a quem, após a leitura do Decreto de instituição da Paróquia e a leitura de sua nomeação como vigário, entregarei a estola símbolo de seu sacerdócio e de sua nova responsabilidade. (D. Geraldo Verdier). As Comunidades integrantes da Paróquia No dia 1º de maio de 1991, durante uma reunião, foram apresentadas formalmente as comunidades pertencentes à Paróquia: 1. Comunidade Cristo Redentor (padroeiro 06 de agosto) no serraria; 2. Comunidade Santa Luzia (festa 13 de dezembro) no bairro Santa Luzia; 3. Comunidade São Cristovão (dia 25 de julho) no Caetano; 4. Comunidade Nossa Senhora de Fátima (13 de maio) no bairro Fátima; 5. Comunidade Santo Antônio de Pádua (13 de junho) no Próspero; 6. Comunidade São Sebastião (20 de janeiro) no Liberdade; 7. Comunidade Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) Dez de abril e faltou a 8ª comunidade, localizada no bairro Planalto. No dia 28 de junho de 1992, um encontro reuniu jovens do Brasil e da Bolívia, formando um grupo de 235 jovens, no chamado BRASBOL. Construção do Centro de Treinamento Paroquial e da Igreja Matriz (1993) Em meados do ano de 1993, o Padre José Roca, dá início à ideia de construir um Centro de Treinamento e de uma Igreja Matriz. Quando o Pe. José Roca penso na Construção do Centro de Treinamento e da Matriz, ele escreve para a Associação espanhola “Manos Unidas”, financiadora de projetos em países subdesenvolvidos. No decorrer do projeto para o auxílio na construção das obras mencionadas, ele descreve a realidade da Paróquia e de Guajará-Mirim, da seguinte forma: “Guajará-Mirim pertencente ao estado brasileiro de Rondônia. Encontra-se na parte ocidental da Amazônia e é cidade de fronteira com a Bolívia. A cidade mais próxima é a de Guayaramerín, situada do outro lado do rio Mamoré, no Departamento boliviano do Beni. Já no Brasil, estamos a uns 350km de Porto Velho, a capital de Rondônia, unidos por uma estrada asfaltada em trechos. A 50km de Guajará-Mirim, na direção de Porto Velho, se encontra o povo e município de Nova Mamoré, emancipado há uns 4 anos de Guajará-Mirim. A exceção de Nova Mamoré, não existe outro município entre Guajará-Mirim e Porto Velho. Em Guajará- Mirim tem aeroporto, mas não existe nenhum voo regular; os que existiam foram cancelados faz mais de um ano, devido a problemas econômicos e à impossibilidade da maioria de habitantes daqui usar este meio de transporte. A comunicação normal é por ônibus. Descrição Geral das condições sociais e econômicas – O município de Guajará- Mirim tem um população estimada em 60.000 habitantes (não há estatísticas exatas a disposição). Os mais antigos habitantes do lugar são descendentes de indígenas da região, de antigos escravos negros e dos primeiros brancos que se adentraram na selva do Amazonas. Aproximadamente um terço da população é de origem boliviana. A entrada de bolivianos no Brasil por esta zona é quase contínua; muitos estão em condição ilegal e constituem uma massa de mão-de-obra barata. Nos últimos anos tem chegado outro fluxo de imigrantes italianos, alemães, polacos… que se estabeleceram primeiro no sul e que foram empurrados pela pobreza e pelos latifúndios para o norte do Brasil, como ocupantes da Amazônia. A chegada de novos migrantes do Brasil está atualmente parada quase totalmente. A economia – tradicional da zona estava apoiada na extração da borracha na floresta. Guajará-Mirim nasceu no início do século como ponto de produção e embarque deste produto numa grande zona do ocidente brasileiro e do oriente boliviano. A borracha tem agora problemas muito sérios devido à concorrência dos produtos sintéticos, às zonas de produção mais modernizadas e próximas dos centros industriais, à falta de financiamento desta atividade. Não há havido desenvolvimento industrial na zona devido à inexistência de comunicação favorável com o resto do Brasil e a falta de energia elétrica. A maior atividade econômica atual é o comércio com a Bolívia que passa também por uma profunda crise, e que beneficia a um reduzido número de famílias que controlam a atividade. Há pequenas indústrias de madeira e materiais de construção, mas só para o consumo interno. Como cidade fronteiriça, tem uma notável presença do exército e da polícia. A metade das pessoas que tem um emprego estável são funcionários do município, Estado ou do Governo Federal (militares, polícia, professores, funcionários municipais etc.), e não existem estatísticas da porcentagem exata de pessoas sem trabalho e sem salário ¦xo. A condição de fronteira com a Bolívia tem propiciado o contrabando de cocaína, sendo uma das causas do desmantelamento da estrutura econômica tradicional e criando gravíssimos problemas sociais cuja solução se vê cada dia mais difícil. Educação – Na zona urbana não tem praticamente crianças sem alfabetização por falta de escolas. Há e muitos, por outros motivos: desinteresse familiar, falta de documentos, exclusão da sala por comportamento conflituoso, falta de transporte de casa para a escola etc. São poucos os que chegam a concluir o ensino fundamental, e muito menos os que seguem o ensino médio. A jornada escolar é de meio período e a maioria das escolas funciona em três turnos (manhã, tarde e noite, este último tem sérios problemas com a falta de energia elétrica). Na zona rural as escolas funcionam somente com o primário. Na região não há nenhuma escola com educação profissional.

Paróquia pertencente à região Sede da Diocese de Guajará-Mirim.

 

Endereço: 

  • 1ºde Maio;
  • N° 3378;
  • 10 de abril;
  • CEP 76850000;
  • CNPJ: 04290318001500;
  • E-mail: [email protected] (Paróquia)

 

Dia do (a) Padroeiro (a) da Paróquia:

  • Festa na Paróquia N° Sra Aparecida  12 de Outubro

 

Quantidade de Comunidades:

  • 12, inclusa a Matriz.

 

Sacerdote: José Elio Dukievicz

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